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Catarata Congênita

A catarata congênita sem necessidade de cirurgia

Tanto nas cataratas bilaterais como nas unilaterais pode acontecer de não ser necessária a cirurgia. Isso acontece quando na avaliação cuidadosa do oftalmologista pediátrico é observada uma catarata não completa. Ela obstrui a passagem de luz, mas não na totalidade, deixando que se possa trabalhar a ambliopia deste olho. Isso pode ser feito com tampão no olho bom e pode ser usado também um colírio dilatador. Como existe uma transparência parcial, é possível corrigir o grau destes pacientes. Então, a refração é realizada, os óculos são prescritos e depois de 30 dias mede-se novamente a acuidade visual. Vejamos os passos para esta análise:

O bebê é examinado:

  • Sem dilatação pupilar: para ver o quanto a opacidade ocupa do cristalino exposto nesta pupila livre. Se notarmos que existe boa área livre de opacidade, temos esperança de não operarmos esta criança.
  • Depois com dilatação: para calcularmos o grau, fazendo a refração. Se conseguirmos realizá-la é bom sinal (vai ser possível tratar sem operar, pelo menos num primeiro momento). Com a dilatação pupilar, observamos o restante do cristalino periférico e realizamos o exame de mapeamento de retina.
  • Após todos os exames realizados com o oftalmologista pediátrico. Este irá pedir o Teller, exame de motilidade (medir com detalhes estrabismo, nistagmo).
  • Tendo observado mapeamento, biomicroscopia e a refração, realizado o Teller e motilidade, partimos para o tratamento com tampão após a correção óptica do grau.
  • A criança é avaliada entre 45 a 60 dias e depois de três em três meses. Se notarmos qualquer sinal de piora, iremos avaliar a razão. Se for aumento da opacidade do cristalino, poderemos neste momento, indicar a cirurgia. Caso não exista progressão da opacidade, manteremos esta conduta até um melhor momento para cirurgia com lentes intra-oculares (entre 10-15 anos de idade).

A catarata congênita com opacidade parcial não completa pode ser estável ou evoluir com piora de sua transparência exigindo uma intervenção. Quando é estável o momento para a cirurgia poderá ser escolhido. É preferido manter cristalinos com opacidades parciais, isto é, que permitem fazer a refração, avaliar o fundo de olho, e não ocupam toda a pupila em média dilatação, porque as propriedades dele são melhores do que das melhores lentes artificiais, ainda hoje. A visão de perto e longe tem um mecanismo “automático” no olho humano até aproximadamente os 45 anos. Depois desta idade perdemos este mecanismo e precisamos dos bifocais e multifocais. A criança que opera a catarata perde este mecanismo automático, mesmo que corrigida com a melhor lente do momento. Este já é um grande motivo para termos cautela ao indicar cirurgia em olhos com cristalino parcialmente opacificado, em crianças.

Existem casos de cataratas polares com opacidade puntiforme. Estes pacientes podem viver toda uma vida sem operar e só vir a necessitar da cirurgia na época adulta usual (50 anos ou mais).

Então concluímos que:

  • Nem toda a catarata congênita tem necessidade de intervenção imediata, mas só um oftalmologista com bom conhecimento em oftalmologia pediátrica pode decidir sobre este assunto junto com os pais.
  • Todo o cuidado de pesquisa sobre a causa da catarata deve ser tomado, porque temos muitas cataratas de origem hereditária associadas a outras patologias e também para alertar sobre aconselhamento genético. Mesmo em nosso meio, que há poucos anos anunciávamos a grande quantidade de catarata congênita de causa infeciosa, agora temos de alertar sobre as de origem hereditária. Isso porque com as campanhas, pré-natal e vacinas estão diminuindo as cataratas de origem infecciosa e as de outras origens agora são mais visíveis estatisticamente.



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